

Para: Nina
De: Fefê

Menina Nina
"Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Carater, bondade alegria e amor (...)"
Pensando no que escrever pra Nina, me veio essa música à cabeça. Não sei exatamente por que, mas tenho algumas suspeitas. Talvez porque nossa aniversariante tenha alma de criança. Por causa da sua espontaneidade, do seu senso de humor, do seu espírito de moleque. Ao mesmo tempo é mãe, mulher e amiga, com todas as letras. Então, com ela é assim, dá vontade de buscar as bonecas e brincar de casinha. Chamar a turma e brincar de roda. Ao mesmo tempo, ir pro boteco e conversar de política. Fechar a porta do quarto e contar os casos de namorado. Ser colega de trabalho pra ficar o dia inteiro ouvindo piada. Ou comadre, pra trocar receitas de bolo. Com ela, não tem tempo ruim. Deve ser por isso que se chama Nina, um nome que dá rima, que lembra música, que lembra infância, que lembra menina, nossa menina Nina.
Seja feliz, amiga. Sempre, sempre.
Para: Moniquinha
De: Mani

A Moniquinha é um doce.
Um doce de caju, moreninho, cheio de açúcar cristalizado em cima. Doce, doce, mas na hora que você morde, tem mais que açúcar ali. Tem substância, alimento. Tem força, tem carinho, tem o travo na hora certa. Não dá pra enjoar e jogar o resto fora.
Tem mais, não é um doce só. Junto com a Moniquinha, você leva de quebra três filhos fofos, um marido bacana e um irmão superlegal (esses são só os que eu conheci). Mas, conhecendo a Moniquinha, o resto da família deve ser todo assim.
O problema é o vício. Depois de uma caixa inteira de caju cristalizado, você vai querer mais o quê?
Ai, Moniquinha, ando com tanta saudade de Campinas!
Mil beijos pra você!
Mani
Para: Cibbele

De: Laura
Quando conheci a Cibbele, ela estava grávida. Eu já tinha lido alguns dos seus comentários sempre inteligentes e divertidos do Livro de Visitas, mas encontrar com ela foi muito legal. Ela produzia uma peça infantil na época e nos ofereceu ingressos, mesmo sabendo da minha implicância (e ignorância) com o teatro infantil. Como tudo o que a Ci faz, toca e gosta, a peça era linda e de bom gosto.
Linda e de bom gosto também era a própria Cibbele, novinha, de barrigão, segura, tímida, mas dessas tímidas poderosas, sabe? Depois descobrimos que, depois de uns poucos copinhos de cerveja, ela nos brindava com seu ótimo humor em papos nada acadêmicos de filósofa. A Ci é assim, cheia de idéias bacanas e corajosas. Tenho o maior orgulho de ser amiga dela. A Maria Cecília, essa menina-neném tão encantadora, tem muita sorte. Assim como o Paulo. Assim como os seus alunos. Assim como nós : )
: : Laura : :
De: Ana Paula
Porque tudo que reluz é ouro. Isso mesmo, a Cibbele não precisa de comentários, nem elogios, ela reluz.
Pode também ser comparada a um astro noturno que ilumina, mas envolta em mistérios. Some, aparece, clareia, não rodeia.
Ci tem um pouco das meninas de Minas e tem também um pouco das meninas do mundo. Ela pode ser várias, porém única.
Cibbele,
Para brindar seu aniversário e de todas as meninas que se completam em você, um poema de Beth Fleury. Parabéns e seja muito feliz!
Canção das Meninas
As meninas de Minas são recatadas
Mas lúdicas.
As outras
São lúcidas.
As meninas de Minas
Trazem rozários no peito.
As meninas de Minas
Tiram poemas dos seios.
As meninas de Minas
Recitam de mãos para trás
E as outras
Riem
As meninas de Minas
Têm uma sina.
As outras,
Futuro.
As meninas de Minas
Às vezes supriram
Rasgado.
Eu não sei por que.