

De: Rê
Para: Dedéia

Tarefa agridoce essa da qual foi incumbida. Fácil falar de uma amiga tão próxima; difícil explicar a profundidade desse amor. Se o Mothern trouxe a todas nós amigas queridas, trouxe para mim “amigas de infância”, e a Dedéia é uma delas. Sim, a identificação e a sintonia que rolam entre nós é tão grande que parece que nos conhecemos desde pequenas. E ela, que chegou se dizendo diferente (“eu fiz engenharia *&@!#, não vou nem explicar que é muito complicado”), se mostrou como todas nós: essa mistura explosiva de segredos adolescentes, instintos, cuidados e obrigações maternais, profissionalismo, esposas (ai, acho essa palavra uó); mulheres cheias de vontades, de dúvidas, de crises, de certezas, cheias de vida.
É claro que ela tem suas particularidades – lindos olhos verdes-azulados ou azuis-esverdeados; talentosíssima e prendada, fazendo seu gato miar por aí; carinhosa, nos pegando no colo como se fôssemos o Pedro e a Calu (e puxando nossas orelhas também), uma mulher corajosa que ousou deixar os números e as tais coisas complicadíssimas de lado para pôr em prática seu sonho. E, claro, há outras diferenças que agora não me vêm à cabeça, mas que apenas provam que a tônica da nossa amizade é essa: nada nos separa – nem o túnel -, tudo nos une.
E segunda-feira, vendo “Sex and the City”, lembrei de nós, quando a Samantha hesita em dar a notícia de que está doente para não estragar a festa de casamento da Miranda, que insiste em ouvir, afirmando que a amizade delas é para todas as horas. E é assim que eu vejo a nossa amizade: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença; por mais careta que essa frase seja.
“Quilida”, eu te amo. Nós te amamos. E a quem interessar possa: a “coisa mais linda e cheia de graça” de Ipanema não é aquela já cantada em verso e prosa, e sim a nossa garota!